Domingo incomum esse que passou. Acordei cedo para fazer a tão esperada prova do vestibular, muito grogue por causa do sono de ter dormido apenas 5 horas, louca pra comer peixe desde a semana passada, pegeui meu romo à universidade, onde seria minha prova.
Quando chegeui lá, o fiscal de prova tinha uma cara de mal amado; na minha sala só tinha Gabriel e as questões eram patéticas, como se já não bastasse ouvir, o ano inteiro, que o vestibular não é brincadeira. Verdade, não é brincadeira; é palhaçada.Mas, deixa pra lá, ainda não termineir a história.
Quando acabei de esperar, (pelo tempo de saída, por meu irmão sair, por meu pai chegar pra me buscar, pela dor no joelho passar) fomos todos decidir onde almoçar.
"O que vocês querem comer?" meu pai perguntou à mim e ao meu irmão mais velho, Carlos.
"Ah, sei lá" foi a resposta imediata do Carlos.
"Peixe" respondi.
Então, como sempre, começaram as votações super democráticas: ninguém pondera sobre as opções dadas e escolhem tudo na última hora. Nenhum deles, aparentemente, queria comer peixe, aí eu considerei logo como causa perdida. Veio a resposta da minha irmãzinha:
"Vamo comer no La Cantante, lá que tem o peixe da Gabie".
Eca, o peixe de lá é podre! pensei eu.
"Não, a comida de lá é gelada!" reclamou Carlos.
Minha mãe, conhecedora do despreço de meu pai em relação ao La Cantante, mudou rapidinho a alternativa:
"Então, vamos todos comer no Violinn"
Considerei a sugestão; ainda não havia comido no Violinn, apesar de, segundo a cidade, ser muito bom, e é da família (parentes bem distantes). Por que não? Derrepente até tem peixe lá.
"La Cantante" minha irmã começou a torrar.
O pessoal da escola sempre vai lá no Violinn, vai ver eu encontro alguém por lá!
Em linhas gerais, era um bom restaurante, não era o melhor que eu já tinha ido, mas bem agradável: self-service, comida quentinha, clientela bem interessante, etc.
Acabei me esquecendo do peixe, me servi de patitas (mini-chicken) e churrasco. Todos alegre e sorridentes (apesar de ainda preferir ficar dormindo em casa), sentamos e pedimos o refrigerante-nosso-de-cada-dia: Coca-Cola.
Foi aí que eu o vi pela primeiríssima vez, andando em direção à passagem entre as mesas, procurando um lugar pra sentar; moreno, olhos azuis, pele branca, cabelo meio encaracolado, meio liso: encaracoliso. Tooooodo gato! De jeans e camisa azul-marinho, aparentemente olhando em minha direção (deve ter sido fruto da minha imaginação). Nunca o tinha visto pela cidade antes. Eu não conheço todo mundo, mas tenho uma boa idéia dos gatinhos mais fofos da província, e esse aí não fazia parte da minha lista. Até aquele momento.
Sua família sentou-se um pouco distante, logo atrás da mesa onde a galera da escola estava. Fiz sinal para minha amiga Julie (ela, sim, conhecia todos os gatinhos mais fofos) e perguntei quem era o garoto. Ela também não conhecia.
O pessoal do terceirão passava mas ninguém parecia conhecê-lo. E, pensando bem, ele fazia o tipo de menino reservado, estudioso, não daqueles CDFzinhos, mas dedicado aos estudos; diria que tinha uns 16 ou 17 anos no máximo. Não parecia ser atleta e nem mesmo sedentário. Muito sério, mas não irritado, apenas conformado com alguma coisa.
Continuei a comer, olhando para o meu prato. Pensei que poderia ter colocado mais comida só pra ter uma desculpa para ficar mais tempo lá dentro. Quando olhei para checar o que o fofo estava fazendo, ele permanecia sentado, me fitando. Uh. "talvez não seja só a minha imaginação".Desviei rápido o olhar, corando por ter sido pega olhando para ele.
Me distraí um pouco comendo e nem percebi quando ele se levantou para servir-se; só me dei conta disso quando ele estava bem perto da minha mesa; ao olhar pra cma, lá estava ele, me olhando novamente. Dessa vez, foi ele quem desviou o olhar, corando. Que gracinha! Só quando eu tive certeza de que ele estaria de costas que eu arrisquei uma olhada. A camisa era lisa na frente e estampada atrás, estampa de peixe. Achei muito engraçado, até mesmo irônico, que há meia hora atrás eu estava louca por peixe, e naquele momento, me apareceu um garoto suuuper gracinha, claramente interessado em olhar para mim, com a camisa estampada de peixe.
Ele se demorou muito para voltar, eu não o achava em lugar algum à vista. E foi só quando eu estava quase acabando a refeição que, finalmente, o avistei no balcão da balança, aguardando na fila. Me fitando, denovo.
Me levou uns dois segundos para me lembra que não nos conhecíamos e que, por isso, não seria normal ficar olhando; e gastei masi um segundo para lembra de ficar envergonhada, olhar pra baixo e corar. Mas, pelo canto do olho eu vi, que ele não se preocupou em desviar o olhar, nem mesmo corar.
Aaaaiin, que lindinho que ele é!!
Ainda não sei o nome dele, nem mesmo falei um oi de longe. Mas que ele ficou na minha cabeça por um bom tempo, ele ficou!
Quando chegeui lá, o fiscal de prova tinha uma cara de mal amado; na minha sala só tinha Gabriel e as questões eram patéticas, como se já não bastasse ouvir, o ano inteiro, que o vestibular não é brincadeira. Verdade, não é brincadeira; é palhaçada.Mas, deixa pra lá, ainda não termineir a história.
Quando acabei de esperar, (pelo tempo de saída, por meu irmão sair, por meu pai chegar pra me buscar, pela dor no joelho passar) fomos todos decidir onde almoçar.
"O que vocês querem comer?" meu pai perguntou à mim e ao meu irmão mais velho, Carlos.
"Ah, sei lá" foi a resposta imediata do Carlos.
"Peixe" respondi.
Então, como sempre, começaram as votações super democráticas: ninguém pondera sobre as opções dadas e escolhem tudo na última hora. Nenhum deles, aparentemente, queria comer peixe, aí eu considerei logo como causa perdida. Veio a resposta da minha irmãzinha:
"Vamo comer no La Cantante, lá que tem o peixe da Gabie".
Eca, o peixe de lá é podre! pensei eu.
"Não, a comida de lá é gelada!" reclamou Carlos.
Minha mãe, conhecedora do despreço de meu pai em relação ao La Cantante, mudou rapidinho a alternativa:
"Então, vamos todos comer no Violinn"
Considerei a sugestão; ainda não havia comido no Violinn, apesar de, segundo a cidade, ser muito bom, e é da família (parentes bem distantes). Por que não? Derrepente até tem peixe lá.
"La Cantante" minha irmã começou a torrar.
O pessoal da escola sempre vai lá no Violinn, vai ver eu encontro alguém por lá!
Em linhas gerais, era um bom restaurante, não era o melhor que eu já tinha ido, mas bem agradável: self-service, comida quentinha, clientela bem interessante, etc.
Acabei me esquecendo do peixe, me servi de patitas (mini-chicken) e churrasco. Todos alegre e sorridentes (apesar de ainda preferir ficar dormindo em casa), sentamos e pedimos o refrigerante-nosso-de-cada-dia: Coca-Cola.
Foi aí que eu o vi pela primeiríssima vez, andando em direção à passagem entre as mesas, procurando um lugar pra sentar; moreno, olhos azuis, pele branca, cabelo meio encaracolado, meio liso: encaracoliso. Tooooodo gato! De jeans e camisa azul-marinho, aparentemente olhando em minha direção (deve ter sido fruto da minha imaginação). Nunca o tinha visto pela cidade antes. Eu não conheço todo mundo, mas tenho uma boa idéia dos gatinhos mais fofos da província, e esse aí não fazia parte da minha lista. Até aquele momento.
Sua família sentou-se um pouco distante, logo atrás da mesa onde a galera da escola estava. Fiz sinal para minha amiga Julie (ela, sim, conhecia todos os gatinhos mais fofos) e perguntei quem era o garoto. Ela também não conhecia.
O pessoal do terceirão passava mas ninguém parecia conhecê-lo. E, pensando bem, ele fazia o tipo de menino reservado, estudioso, não daqueles CDFzinhos, mas dedicado aos estudos; diria que tinha uns 16 ou 17 anos no máximo. Não parecia ser atleta e nem mesmo sedentário. Muito sério, mas não irritado, apenas conformado com alguma coisa.
Continuei a comer, olhando para o meu prato. Pensei que poderia ter colocado mais comida só pra ter uma desculpa para ficar mais tempo lá dentro. Quando olhei para checar o que o fofo estava fazendo, ele permanecia sentado, me fitando. Uh. "talvez não seja só a minha imaginação".Desviei rápido o olhar, corando por ter sido pega olhando para ele.
Me distraí um pouco comendo e nem percebi quando ele se levantou para servir-se; só me dei conta disso quando ele estava bem perto da minha mesa; ao olhar pra cma, lá estava ele, me olhando novamente. Dessa vez, foi ele quem desviou o olhar, corando. Que gracinha! Só quando eu tive certeza de que ele estaria de costas que eu arrisquei uma olhada. A camisa era lisa na frente e estampada atrás, estampa de peixe. Achei muito engraçado, até mesmo irônico, que há meia hora atrás eu estava louca por peixe, e naquele momento, me apareceu um garoto suuuper gracinha, claramente interessado em olhar para mim, com a camisa estampada de peixe.
Ele se demorou muito para voltar, eu não o achava em lugar algum à vista. E foi só quando eu estava quase acabando a refeição que, finalmente, o avistei no balcão da balança, aguardando na fila. Me fitando, denovo.
Me levou uns dois segundos para me lembra que não nos conhecíamos e que, por isso, não seria normal ficar olhando; e gastei masi um segundo para lembra de ficar envergonhada, olhar pra baixo e corar. Mas, pelo canto do olho eu vi, que ele não se preocupou em desviar o olhar, nem mesmo corar.
Aaaaiin, que lindinho que ele é!!
Ainda não sei o nome dele, nem mesmo falei um oi de longe. Mas que ele ficou na minha cabeça por um bom tempo, ele ficou!
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